TextSongAI

Sem nome, sem abrigo

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Créé par: TextSongAI

Créé le: 29 juin 2026

Durée: 3:07

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[Intro]
Disseram que o tempo cura...
Mentira.
Há feridas que aprendem a respirar contigo.

[Verso 1]
Nasci sem colo, sem casa, sem ninguém para chamar de meu.
Enquanto outros tinham família, eu só tinha o céu.
Cada porta fechada ensinou-me a odiar o destino.
Fui um miúdo perdido, abandonado no próprio caminho.

Nunca ouvi um "estou orgulhoso de ti", nem um "fica bem".
Só conheci o silêncio... e ele nunca foi ninguém.
Cresci a engolir lágrimas para ninguém me ver cair.
Porque quem nasce sozinho aprende cedo a fingir.

Olho para trás e só vejo cinzas no chão.
Roubaram-me a infância, deixaram-me esta revolta no coração.
Agora perguntam porque é que sou frio e distante...
Como se a dor não tivesse sido a minha única constante.

[Refrão]
Eu não nasci assim, foi a vida que me moldou!
Cada abandono foi mais um golpe que me matou!
Se hoje grito, é porque ninguém quis ouvir!
Se hoje sou pedra, foi para não me partir!
Levo a revolta gravada em cada respiração...
Porque crescer sem família é morrer sem ter um caixão.

[Verso 2]
Vi sorrisos nas fotografias que nunca foram meus.
Pedi respostas ao mundo... só recebi adeus.
Chamaram-me problemático, chamaram-me animal...
Mas ninguém perguntou de onde vinha tanto mal.

Passei noites acordado a falar com o vazio.
A tentar perceber porque é que o meu sangue nunca esteve comigo.
Cada promessa partida tornou-me mais desconfiado.
Cada abraço que faltou deixou-me mais revoltado.

Hoje caminho sozinho, sem dever nada a ninguém.
Mas há uma criança dentro de mim que ainda pergunta: "Mãe, tu vens?"
E essa pergunta rebenta-me o peito todos os dias.
Porque há dores que nunca deixam de ser feridas.

[Ponte]
Não quero pena... quero respostas.
Não quero desculpas... quero memórias que nunca existiram.
Fizeram-me crescer à força, sem amor, sem direção.
Agora carreguem o peso da minha revolta... porque ela também é vossa.

[Último Refrão]
Eu não nasci assim, foi a vida que me queimou!
Cada ausência foi uma bala que nunca falhou!
Aprendi a sobreviver quando ninguém me quis salvar.
Aprendi a sorrir enquanto estava a desabar.
Se o meu coração parece morto, foi porque ninguém o soube amar...
E a revolta é a única família que nunca me deixou para trás.

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